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Ainda faço um filme…

Conforme o tempo passa, a gente vai ficando mais cético em relação àquilo em que acreditávamos quando crianças. Eu, por exemplo, sempre sonhei em ser cineasta. É algo que acalento há vários anos, desde que me conheci por gente e descobri o cinema, esta arte tão fascinante. Todos aqueles filmes no Corujão (O Clube dos Cinco, Depois de Horas, Alta Sociedade, Matar ou Morrer – cujo cartaz estampa este post), o advento do videocassete e depois do DVD, tudo isso foi fazendo parte da minha vida de tal maneira que uma paixão duradoura tomou forma.

108HighNoonApesar disso, nunca ingressei em uma faculdade de cinema, nem me aventurei em produzir qualquer coisa que pudesse classificar como filme. O sonho continua, e toma força com a internet democratizando a produção cultural de tal maneira que qualquer um pode hoje produzir um filme e colocá-lo à disposição de todos em sites como o You Tube.

Mas ainda tenho receio de colocar ideias no vídeo e o resultado ser desastroso, como acontece com a maioria dos aventureiros. Não dá para fazer qualquer coisa e jogar aos olhos do público.

Enquanto o sonho não chega (ou a faculdade de cinema não chega em Sergipe), vou seguindo com meu blog, postando meus pensamentos sobre os filmes que amo – ou que odeio.

Mas há de chegar o dia em que meu nome estará creditado em um filme como: “Dirigido por…” Ah, que sonho!

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Crie você mesmo suas tirinhas em quadrinhos

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Quem me conhece sabe que eu sou viciado em quadrinhos. Desde as tirinhas aos gibis mais intelectualizados me atraem bastante desde pequeno. Acontece que eu descobri na internet um site em que qualquer um pode criar suas próprias tiras, usando personagens e cenários pré-desenhados, que não são poucos. É o ToonDoo, uma ferramenta muito divertida que nasceu pra quem sempre teve vontade de criar quadrinhos mas nunca aprendeu a desenhar. Essa é sua chance! Você escolhe o cenário, os personagens, muda as emoções deles, e escreve o texto em balões super maleáveis. Eu me cadastrei e já criei minha tirinha. Fiz em inglês, para ter um maior alcance, mas você pode criá-la em qualquer idioma. Acesse e comece a se divertir! O site também tem outras ferramentas bem legais, como o Traitr, um criador de personagens, o Doodler, onde você pode fazer seus próprios desenhos e salvar no site (como um Paint) e o Imaginer, onde você pode alterar qualquer foto, deixando-a engraçada. É muito maneiro! Ah, e leia a minha primeira tirinha criada no site, clicando aqui. E deixe seu comentário lá mesmo (e aqui também, né). Pode ser em português.

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Os Produtores

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Um filme que estreou sem muito sucesso mas que depois ganhou o status de cult, depois virou musical da Broadway recordista do Tony Awards (o Oscar do teatro americano), e depois retornou aos cinemas em um remake de muita qualidade, cujo trunfo está no fato de contar com os mesmos atores da montagem teatral como protagonistas no filme.
Essa é a trajetória de Os Produtores (The Producers, EUA, 2005), um musical delicioso, politicamente incorreto, com canções sensacionais e um humor agradável, com um elenco pulsante, em sintonia com a história e o espírito do filme.
O filme original, de 1967, foi escrito e dirigido por Mel Brooks (que ganhou o Oscar de melhor roteiro original), e no Brasil ganhou o título de Primavera para Hitler. Este é na verdade o título do musical que os personagens do filme querem produzir para dar um golpe na Receita Federal e embolsar o dinheiro que velhinhas "calientes" doaram para a produção da peça. É que numa jogada bem malandra, se a peça for um fracasso e não permanecer em cartaz, os produtores podem ficar com todo o dinheiro investido sem prestar contas a ninguém.
Para isso, eles procuram "a pior peça já escrita, o pior diretor de todos e o pior elenco da história". Mas o melhor (nesse caso, o pior) acontece, e a peça é um estrondoso sucesso!
Com esta trama hilariante por si só, o elenco está perfeito. Matthew Broderick (o Ferris Bueller de Curtindo a Vida Adoidado), Nathan Lane (de A Gaiola das Loucas) e Uma Thurman (a noiva de Kill Bill) só faltam soltarem faíscas, de tanto talento. Mas sem dúvida nenhuma, a melhor participação é do comediante Will Ferrel (Um Duende em Nova York, O Âncora, Mais Estranho que a Ficção), como o dramartugo  nazista amalucado, que quer fazer de tudo para que sua peça seja uma ode a Hitler, mas se depara com um nazista gay e sem-noção.
Tudo isso faz de Os Produtores um filme imperdível para quem gosta de bons musicais.

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Publicar um livro sem dinheiro? É possível!

Assistindo ao Jornal da Globo ontem à noite, tive uma agradável notícia: existe um serviço on demand na internet de publicação de livros, o Clube de Autores. Trata-se de um site onde qualquer pessoa que tenha algum livro escrito pode se cadastrar e postar sua obra à venda para toda a rede mundial. O site não cobra pelo serviço de postagem da obra, mas para colocar um livro na vitrine do site, ele já deve estar diagramado e revisado, e convertido em arquivo do tipo PDF. O autor não paga nada, já que o livro (que pode ter no máximo 700 páginas) só é impresso quando alguém o compra.

Quanto à divulgação da obra, depende de cada autor, através de ferramentas que estão disponíveis na web, como blogs, fóruns e comunidade em redes sociais, como Orkut, Facebook, Hi5, etc.

Eu achei a ideia brilhante e muito relevante, em um tempo em que cada vez mais as barreiras que impediam a divulgação de quem não era famoso estão caindo por terra, criando uma nova era para a produção cultural.

Quanto a meus livros de histórias infantis, já vou começar a diagramar e colocar as ilustrações, para então publicar neste site que presta um serviço revolucionário!

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Tinha que ser você

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Quando assisti ao trailer de Tinha que ser você (Last Chance Harvey), tive um desejo de ver o filme imediatamente. É um belo trailer, e o casal protagonista chama muita atenção, afinal, estamos falando de Dustin Hoffman e Emma Thompson, dois sensacionais atores de gerações diferentes, que constroem uma química irresistível quando estão em cena.
Mas ainda estou falando do trailer. Acabei de assistir ao filme e todas as expectativas foram preenchidas. Trata-se de um drama romântico sobre Harvey Shine, um pai e músico frustrado que ganha a vida compondo jingles publicitários, e Kate Walker, funcionária pública solteirona que já passou dos 40 e vive solitária, em uma espécie de clausura amorosa. Harvey vai à Inglaterra para o casamento de sua filha; embora seja o pai, ele não convive com ela há anos, e ela prefere que o padrasto a leve ao altar. Temos aí o cenário perfeito para um encontro entre duas pessoas precisando desesperadamente de amor, e que sabem que suas chances para encontrá-lo definitivamente estão acabando.
Com uma trilha sonora muito boa, e uma fotografia excelente (as tomadas ao ar livre de Londres são deslumbrantes), este é um filme irresistível, leve e agradável, que tem todos os ingredientes necessários para fazê-lo durar por muito tempo na lembrança.

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